Na sessão da manhã desta quarta-feira (10), o vereador Carlos Amastha (PSB) informou ter protocolado ofício ao presidente da Assembleia Legislativa, deputado Amélio Cayres (Republicanos), cobrando posicionamento sobre o pedido de impeachment do governador afastado Wanderlei Barbosa (Republicanos), formalizado em 3 de setembro, dia da segunda fase da Operação Fames-19.
Amastha avaliou que a chance de retorno de Wanderlei ao cargo é “0%, nem 1%”. Ele citou o ministro Edson Fachin, relator do caso no STF, como “duro e sério” e lembrou que o magistrado assumirá a presidência da Corte no dia 29. O vereador também recordou que, quando o ministro Mauro Campbell afastou o então governador Mauro Carlesse, teria dito a Wanderlei: “Faça diferente”. “Não cabe a mim julgar provas; isso é da Justiça. Mas não dá para viver mais esse tempo. Esperamos que o governador Laurez faça diferente”, afirmou, elogiando a trajetória do atual chefe do Executivo em exercício.
O discurso teve réplica em plenário. O vereador Wilton do Zé Branquim (Progressistas) pediu aparte e disse que Amastha “está parecendo a Mãe Dinah”, ao lembrar que o pessebista teria errado ao prever que o prefeito Eduardo Siqueira Campos, afastado na Operação Sisamnes, não retornaria ao cargo. Zé Branquim ainda afirmou que, ao falar de corrupção, Amastha “esqueceu” de mencionar sua gestão como prefeito, citando supostos desvios no PreviPalmas “de quase R$ 100 milhões”. “Antes de Vossa Excelência falar da corrupção de alguém, acho que deveria falar um pouco da sua gestão”, disse.
Palmas (TO), 10.set.2025
