O Brasil desempenhou um papel fundamental ao influenciar a Organização das Nações Unidas (ONU) a reconhecer os distúrbios do sono, especialmente a privação crônica, como fator de risco primário para doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs), incluindo a obesidade. Essa inclusão histórica foi oficializada na Declaração Política Global sobre DCNTs, aprovada em setembro de 2025 durante a Assembleia Geral da ONU.
Pesquisadores brasileiros, representados pelo Fórum Intersetorial de Condições Crônicas Não Transmissíveis (FórumCCNTs), colaboraram diretamente com o Ministério da Saúde para garantir que o sono fosse incorporado como um determinante da saúde pública global. Essa conquista foi anunciada no 23º Congresso Brasileiro de Qualidade de Vida, realizado em São Paulo.
No Brasil, mais de 70% da população enfrenta distúrbios do sono, com condições como a apneia obstrutiva do sono (AOS), que afeta cerca de 27 milhões de brasileiros. Esses distúrbios estão associados a mecanismos como resistência à insulina, inflamação sistêmica e alterações hormonais, que contribuem diretamente para o desenvolvimento de diabetes tipo 2, hipertensão, doenças cardiovasculares e obesidade.
