A recente condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado reacendeu o debate sobre a anistia para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Parlamentares da oposição, liderados pelo PL, intensificaram a pressão para que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), coloque em pauta o projeto de anistia, visando beneficiar aliados políticos e militares.
Em resposta, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva mobilizou suas bases para barrar o avanço da proposta. A ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, convocou ministros para atuar junto aos parlamentares, buscando apoio para derrotar o projeto caso seja pautado. Além disso, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-PB), deve retornar a Brasília para intensificar as negociações em torno da anistia.
No Senado, a resistência à proposta é ainda mais forte. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AL), é contrário à possibilidade de perdoar os crimes do ex-presidente e trabalha em uma proposta alternativa que não inclua a anistia.
O governo busca encerrar a discussão sobre a anistia antes das eleições de 2026, evitando que o tema se torne um ponto de divisão política no país. A mobilização de bolsonaristas pela anistia não deve travar a tramitação da matéria, segundo o deputado federal Rogério Correia (PT-MG), que acredita que o foco deve permanecer em pautas prioritárias para o Executivo.
Enquanto isso, manifestações em apoio à anistia continuam a ocorrer em várias partes do país, refletindo a polarização política que marca o cenário atual.
