O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se prepara para participar da Assembleia Geral da ONU em Nova York, marcada para terça-feira, 23 de setembro de 2025. Sua visita ocorre em meio a um cenário de tensão nas relações com os Estados Unidos, especialmente com o presidente Donald Trump.
Em julho, Trump anunciou tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, em resposta ao que classificou como uma “caça às bruxas” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. Além disso, o presidente americano sancionou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), utilizando a Lei Magnitsky, que visa punir estrangeiros acusados de graves violações de direitos humanos ou corrupção em larga escala. A sanção foi motivada por acusações de censura a conteúdos publicados nas plataformas Rumble e Trump Media, empresas associadas a Trump.
Em resposta, Lula criticou a “chantagem tarifária” durante uma reunião do Brics, destacando que países têm sido vítimas de tentativas de interferência em questões internas. Ele também enfatizou a importância de preservar os pilares da ordem mundial, que, segundo ele, estão sendo “solapados de forma acelerada e irresponsável”.
A visita de Lula aos EUA, portanto, ocorre em um contexto de relações bilaterais tensas, com desafios diplomáticos significativos entre os dois países.
