Depois de alguns anos suspenso, o horário de verão pode voltar a fazer parte da vida dos brasileiros em 2025. A ideia ganhou força novamente por causa de uma preocupação cada vez mais presente: a sobrecarga no sistema elétrico durante o fim da tarde e o início da noite. Quando o sol se põe, entre 18h e 21h, a demanda por energia dispara luzes acesas, eletrodomésticos em funcionamento e ar-condicionado ligado ao mesmo tempo, justamente quando a produção das fontes solar e eólica cai. O resultado é uma pressão enorme sobre as hidrelétricas e risco de instabilidade no fornecimento.
O Operador Nacional do Sistema (ONS) sinalizou esse desafio no seu plano para 2025, e o governo começou a avaliar o retorno do horário de verão como alternativa. A proposta é simples e já conhecida: adiantar os relógios em uma hora durante os meses mais quentes, aproveitando melhor a luz natural no fim do dia e reduzindo o consumo de energia elétrica nesse período crítico.
Se a medida realmente for confirmada, o horário de verão deve começar à zero hora do primeiro domingo de novembro de 2025 e terminar no terceiro domingo de fevereiro ou março de 2026. As regiões que sentiriam mais os efeitos seriam o Sul, o Sudeste e o Centro-Oeste, onde os dias são mais longos e a economia de energia tende a ser mais perceptível.
Para a população, o retorno pode trazer vantagens como a redução nos gastos com energia e a possibilidade de aproveitar mais as horas de luz natural. Mas há também os pontos de adaptação: mudança no relógio biológico, impacto em rotinas de trabalho, escola e transporte, além de discussões sobre a real eficácia da medida nos dias atuais.
Mesmo assim, o debate mostra que o país busca soluções práticas para enfrentar os desafios energéticos. E, se tudo se confirmar, 2025 pode marcar a volta do horário de verão como um aliado na economia de energia e no uso mais inteligente dos recursos naturais.
