O artigo “Estamos vivendo uma epidemia de autismo no Brasil e no mundo?”, publicado em 16 de setembro de 2025 no Bahia Notícias, explora o aumento significativo dos diagnósticos de Transtorno do Espectro Autista (TEA) nas últimas décadas. No Brasil, o Censo 2022 revelou que 2,4 milhões de pessoas relataram diagnóstico de autismo, representando 1,2% da população nacional. Nos Estados Unidos, a prevalência passou de uma em cada 150 crianças em 2000 para uma em cada 36 em 2023.
Especialistas apontam que esse aumento não reflete necessariamente uma verdadeira epidemia, mas sim mudanças nos critérios diagnósticos, maior conscientização social e avanços nos métodos de avaliação. No entanto, também há preocupações com o superdiagnóstico e a exploração comercial do autismo, com o surgimento de clínicas e terapias sem comprovação científica. O médico neurologista Daniel Becker alerta para os riscos de uma “indústria do autismo”, que pode desviar recursos de quem realmente necessita de apoio.
O artigo destaca a importância de um diagnóstico preciso e equilibrado, evitando tanto o subdiagnóstico quanto o superdiagnóstico, para garantir que as pessoas com TEA recebam o suporte adequado.
