Em 1986, a Itália enfrentou uma grave crise na vinicultura: vinhos de mesa foram adulterados com metanol para aumentar o teor alcoólico, resultando em mortes e casos de intoxicação. Para superar o escândalo, o país implementou medidas rigorosas que transformaram a indústria e elevaram seus padrões de qualidade.
Entre as ações adotadas estavam o reforço na fiscalização, com inspeções constantes e auditorias em todas as etapas da produção; a rastreabilidade, garantindo que cada garrafa pudesse ser acompanhada desde o vinhedo até o consumidor; e a regulamentação, criando normas estritas para cultivo, produção e rotulagem.
Além disso, houve uma mudança de foco na valorização da qualidade sobre o volume, incentivando vinhos premium e de origem controlada. Como resultado, a Itália consolidou-se como referência mundial em vinhos, com uma produção mais segura, transparente e competitiva.
