O Brasil enfrenta uma crescente preocupação com intoxicações por metanol, substância altamente tóxica quando ingerida. Até o momento, foram registradas 195 notificações, das quais 14 casos foram confirmados e 181 estão em investigação. Além disso, dois óbitos foram confirmados, e 12 outras mortes estão sob investigação.
O epicentro da crise é o estado de São Paulo, com 162 notificações, incluindo os 14 casos confirmados e dois óbitos. Outros estados afetados incluem Pernambuco, com 11 casos suspeitos; Distrito Federal, com um caso suspeito; Bahia, Paraná, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Rondônia, Piauí, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Paraíba, com casos suspeitos em investigação.
As autoridades de saúde recomendam que a população evite o consumo de destilados, especialmente os incolores, como cachaça e vodka, devido ao risco de adulteração com metanol. Em São Paulo, nove estabelecimentos foram interditados por suspeita de venda de bebidas adulteradas, e a Polícia Federal investiga a origem do metanol nas bebidas.
O metanol é metabolizado no organismo em formaldeído e ácido fórmico, substâncias que podem causar danos irreversíveis, como cegueira, falência de órgãos e morte. Os sintomas incluem dor abdominal intensa, tontura, náuseas, vômitos, dor de cabeça, confusão mental, taquicardia e pressão arterial baixa.
Em caso de suspeita de intoxicação, é fundamental procurar atendimento médico imediato. O tratamento precoce pode evitar complicações graves e salvar vidas.
