
Com o Estado em transição sob Laurez Moreira, Carlos Amastha reapareceu com método: trouxe João Campos, presidente nacional do PSB, para uma agenda que cruzou Palácio Araguaia e Prefeitura de Palmas. Não foi visita de cortesia; foi demonstração de capital político e reabertura de canais entre atores que, até ontem, ocupavam campos opostos.
Daí brotaram rumores de que Amastha iria para a Secretaria de Turismo, pasta que ganhou peso como vitrine rápida de resultados e de reposicionamento de imagem. O vereador negou ter recebido convite e, até agora, não há ato oficial mudando o comando da Setur. Fato: a especulação diz mais sobre a força do PSB do que sobre nomeações imediatas.
O movimento tem cálculo. Laurez recompõe o primeiro escalão; Amastha, ao acionar o PSB nacional, oferece-se como ponte entre prefeitura, governo interino e direção partidária. Em paralelo, elevou sua exposição ao protocolar impeachment de Wanderlei, gesto que mobiliza apoios e resistências, além de manter seu nome no noticiário.
Enquanto o governo define cadeiras, a mensagem já foi dada: Amastha voltou a pautar a conversa. Cargo pode ou não vir; protagonismo, por ora, ele conquistou.
