O antropólogo Michel Alcoforado afirma que a desigualdade no Brasil é cultural, resultado de um arranjo histórico que a consolidou. Ele acredita que, como essa estrutura foi criada, também pode ser transformada. O desafio está em enfrentar o caráter cultural da injustiça social.
Alcoforado destaca que a elite brasileira é sensível à desigualdade, com exceção de uma minoria que se beneficia diretamente dela. Ele observa que, em momentos de crise, há uma tendência de buscar soluções que favoreçam os mais ricos, como reformas tributárias que aliviem sua carga fiscal.
O antropólogo também observa que a desigualdade no Brasil se manifesta em diferentes dimensões, incluindo acesso à educação, saúde e oportunidades econômicas. Ele argumenta que, para superar essa desigualdade, é necessário um esforço coletivo para reverter as estruturas que a sustentam.
Alcoforado conclui que a mudança é possível, mas exige um compromisso contínuo e ações concretas para transformar as estruturas culturais que perpetuam a desigualdade.
