
Em discurso na Câmara nesta terça (9), o vereador José do Lago Folha Filho (PSDB) associou o Festival Gastronômico de Taquaruçu (FGT) ao aquecimento da economia local. “Gerou economia, gerou emprego e mexeu na renda do município”, disse, destacando a presença de público da capital, do interior e de outros estados e classificando a edição como “momento histórico”.
O balanço do FGT 2025 sustenta a narrativa: a Prefeitura e a Agtur estimaram mais de R$ 10 milhões em impacto econômico total, R$ 3 milhões apenas no Circuito, além de R$ 150 mil em prêmios distribuídos nas categorias do concurso gastronômico. A programação reuniu 47 expositores e atrações nacionais como Zeca Baleiro, Fafá de Belém, Anavitória e Mundo Bita.   
Folha também situou o festival no contexto fiscal do município. Em janeiro, um decreto do prefeito Eduardo Siqueira Campos fixou meta de redução de 16,66% nas despesas de custeio em 2025 e determinou queda mínima de 60% nos gastos com eventos do calendário em relação a 2024, cenário que, segundo o vereador, exigiu planejamento para manter o FGT sem paralisar a agenda cultural. Na própria sessão, ele citou frustração de receitas na casa de R$ 100 milhões neste ano.  
No currículo recente, Folha preside a Comissão de Finanças, Fiscalização e Controle e tem atuação ligada a orçamento e investimentos, foi relator do projeto que autorizou R$ 300 milhões em financiamento para obras de infraestrutura. O enquadramento reforça o tom do discurso: usar o FGT como vitrine de retomada econômica, mesmo sob restrição fiscal.  
Para o vereador, o objetivo agora é consolidar Taquaruçu como vitrine turística e gastronômica do Tocantins, “o maior e melhor festival do Brasil”, nas palavras dele, mantendo o evento como política pública de geração de renda e fortalecimento da imagem da capital.
