
Palmas (TO), 10.set.2025
O ministro Edson Fachin, do STF, não conheceu nesta quarta (10) o habeas corpus com que a defesa do governador afastado Wanderlei Barbosa (Republicanos) tentava reverter a decisão que o tirou do cargo. Na prática, o pedido não foi apreciado no mérito, e o afastamento permanece em vigor. Segundo relatos publicados por veículos locais, a negativa pode ter se dado por razões formais — tese de que o HC seria instrumento inadequado para o caso. 
O movimento frustra a estratégia inicial da defesa, que alegava ausência de provas para a medida cautelar e sustentava que os fatos remontariam a gestões anteriores. O time jurídico agora terá de recalibrar a via processual para tentar novo exame no Supremo. Enquanto isso, o cenário institucional do Tocantins não muda. 
O pano de fundo é a Operação Fames-19: em 3 de setembro, a Corte Especial do STJ referendou, por 180 dias, o afastamento determinado pelo ministro Mauro Campbell, decisão ancorada em suspeitas de desvio de recursos durante a pandemia. Desde 4 de setembro, quem responde pelo governo é o vice, Laurez Moreira (PSD).  
Politicamente, o recado é direto: a pressão judicial segue fora do controle do Palácio e o governo interino ganha tempo para consolidar equipe e agenda. Para Wanderlei, sem o HC, a volta imediata ao cargo fica mais distante, e qualquer reviravolta dependerá de nova iniciativa jurídica bem calibrada
