Ataques aéreos realizados pela Jordânia no sul da Síria deixaram sete pessoas mortas, incluindo três crianças e uma mulher, além de três feridos, segundo informações preliminares da Defesa Civil síria. Os bombardeios ocorreram na segunda-feira (26), em áreas rurais das províncias de Daraa e Sweida.
O governo jordaniano afirmou que a operação teve como alvo esconderijos de militantes ligados a grupos considerados terroristas. A ação aconteceu após as autoridades concluírem que os suspeitos de um ataque mortal contra uma igreja na Jordânia tinham vínculos com organizações que atuam em território sírio.
O ataque à igreja ocorreu na sexta-feira (23), durante um funeral na Igreja Ortodoxa Grega de São Jorge, na localidade de Hamoud, no sul da Jordânia. A violência deixou nove mortos e pelo menos 34 feridos, segundo informações divulgadas pelas autoridades jordanianas.
Na segunda-feira, forças de segurança da Jordânia prenderam três suspeitos dois irmãos e o cunhado deles após uma troca de tiros. As autoridades informaram que os homens foram encontrados em uma casa abandonada e estavam com armas e munições. Nenhum grupo reivindicou a autoria do ataque à igreja.
A operação militar provocou divergências entre os governos jordaniano e sírio. Enquanto Amã afirmou que os bombardeios foram realizados em coordenação com Damasco, o governo sírio declarou que não houve comunicação prévia e manifestou oposição à ação, citando a necessidade de respeitar sua soberania territorial.
Após os ataques, a Síria anunciou o fechamento da passagem de fronteira de Nassib, utilizada para o transporte de passageiros e mercadorias entre os dois países. A medida foi adotada em meio ao aumento das tensões e às investigações sobre a violência na região.
