Carlos Eduardo Brandt, conhecido como o “pai do Pix”, deixou o Banco Central após 23 anos para assumir um cargo no Fundo Monetário Internacional (FMI). A proposta é considerada ambiciosa porque ele passa a atuar em uma agenda global: ajudar países do mundo inteiro a desenvolver sistemas de pagamentos instantâneos inspirados no modelo brasileiro.
No FMI, Brandt vai trabalhar na modernização de infraestruturas financeiras, na expansão de pagamentos digitais, na inclusão financeira em países emergentes e no estudo da interoperabilidade entre sistemas ou seja, como diferentes plataformas de pagamentos podem conversar entre si. Ele também irá colaborar em projetos ligados a moedas digitais emitidas por bancos centrais, uma das áreas mais avançadas da tecnologia financeira mundial.
A mudança representa um reconhecimento internacional da inovação do Pix e coloca o Brasil como referência global em pagamentos instantâneos. Para Brandt, é uma chance de ampliar o impacto de seu trabalho para além do país, influenciando a forma como milhões de pessoas ao redor do mundo vão pagar, receber e acessar serviços financeiros no futuro.
