A comunidade quilombola Grotão, em Filadélfia (Tocantins), tem cerca de 160 anos e descende de escravizados que fugiram do Maranhão. Parte de seu território (2.400 ha) foi reconhecida, mas 2.000 ha ainda estão ocupados por fazendeiros atualmente, eles vivem em apenas 400 ha.
O Ministério Público local mapeou necessidades prioritárias: regularização fundiária, desapropriação das terras, infraestrutura (como uma ponte sobre o Rio Gameleira), saneamento, água e energia. Também há demandas por melhorias na escola local.
Apesar dos desafios, os quilombolas fortalecem sua autonomia: usam geotecnologia para mapear seu território, capacitam jovens para monitoramento e mantêm viva sua identidade por meio da organização comunitária.
